Alopecia por Tração – Aconteceu com a Rapper

alopecia por tração - créditos imagem "@bbcportuguese"

Oi gente! Tão boas? Tem muita coisa de cabelos que acontece por aí. Algumas dessas experiências podem coincidir com hábitos que algumas meninas levam por aqui e por conta disso que achei legal contar essa história da alopecia por tração.


Quero chamar à atenção das meninas que fazem uso de apliques, alongamentos, aliado ao vício no cabelo e muita textura diária.
Claro que a alopecia por tração não acontece assim do dia para a noite, isso acontece por um vício. É o mecanismo feito todos os dias, da mesma forma, independente de estar certo ou errado, você habitualmente faz. E é por conta desse vício no cabelo que alguns exageros acabam acarretando maiores problemas no cabelo e no folículo desde a raiz.


A Notícia


Essa moça é a rapper Paigey Cakey, do norte de Londres. Ela usava muitos penteados no cabelo cacheado, e pelo que acompanhei no insta mudava sempre. As vezes dia após outro prendendo os fios, as vezes ficava alguns meses e depois trocava por outro penteado que também puxava e esticava todo o cabelo.
Já vimos alguns desses penteados aqui no blog, são as tranças nagô, trancinhas boxer braids, apliques, acessórios para prender, puxar e esticar.
Fui lá no insta da rapper pra mostrar alguns desses penteados que estou falando, e também o “vício” do estica e puxa nos cabelos:


Anos de Penteados para acontecer a alopecia por Tração



alopecia por Tração

Pelo que consta no site gringo a rapper já usava há anos esses penteados, consecutivamente, tirava um e colocava outro.

A situação piorou gradativamente, e com o uso exagerado dos penteados, as falhas no cabelo começaram a aparecer. Coisa que ela mesma contou no site que precisava usar rímel para esconder as falhas no cabelo.

A famosa não esconde que ignorava o fato de ter falhas no cabelo com os penteados, achava que para ser aceita na “sociedade” teria que estar com os cabelos bem presos.
O pior de tudo é que percebeu que as falhas apareciam e o cabelo não voltava a crescer e passou a usar mais vezes o rímel para esconder as falhas no cabelo.

Claro que tudo levou aos extremos tanto que Paigey teve que fazer um transplante capilar para ter cabelos novamente.
Ela viajou para a Turquia, onde o procedimento é geralmente mais barato do que o Reino Unido, para ter 3,4 mil folículos capilares substituídos. E ainda conta que “ O transplante em si foi indolor, mas as injeções para adormecer partes de sua cabeça foram as "piores dores" que ela já sentiu.
O processo de transplante foi ainda mais traumático do que a perda, porque ela conta sobre a cabeça inchada das aplicações e dos pontos de sangue dos transplantes. Foram algumas semanas para que se sentisse melhor…

Para ela os penteados era como se fosse uma entrada para se encaixar no que a sociedade aceita. Deixou conceitos e valores do seu próprio cabelo natural e cacheado.
Vale a pena isso meninas?




Porque associar o Finalizador na Alopecia por tração?

Porque junto ao cabelo e ao penteado vinham produtos que deixavam o cabelo fixo e praticamente duro. Era a força para fixar fortemente os fios que estavam saltando do penteado.
Ela mesmo conta: Eu estava usando géis realmente fortes, que eram como um concreto no meu cabelo.
Essa tensão exagerada que ocasiona a alopecia por tração e vários outros penteados podem fazer isso, coisa dos dreadlocks e até rabos de cavalo muito esticados, assim como o vício desses penteados muito esticados diariamente.

Segundo Drauzio Varella: “A própria escova quente, se feita todos os dias, também é prejudicial. Isso para não falar de outros produtos, como tinturas, fixadores, laquês e condicionadores. Às vezes, ocorrem verdadeiros contrassensos: as mulheres lavam os cabelos para retirar o excesso de gordura e em seguida passam uma substância oleosa para desembaraçá-los melhor.”.

Vamos refletir não é meninas? Soltar esse cabelo e usar penteados sim, mas sem exageros. Esqueça a busca pela beleza perfeita, isso não existe, e somos muito mais que cabelos!

A notícia é do site BBC leia aqui.
Site do Drauzio Varella aqui


Este conteúdo é original de PnC