Cosméticos Eco-Friendly: 100% Livres de Sulfatos, Silicones, Parabenos e Petroquímicos. (Parte 1)

Salve o verde

Oi gente! Tão boas?

Estar em contato com profissionais da cosmetologia é realmente enriquecedor, fico sabendo sobre atualidades e tendências do mercado o que normalmente é muito falado e polemizado acaba virando pesquisa, não por um, por todos e o que se sugere usar um dia acaba virando realidade.

Tenho profissionais que me ajudam com informações, técnicas, pesquisas que nem sempre tenho acesso, saber como anda a situação no mercado, é vantajoso para nós todas, além de nos informar como andam as coisas por ai…

O mercado de produto cosméticos segue o que o “povo pede” é bem assim a verdade, quanto mais se fala em “livre de parabenos e petrolatos” mas se adquire um pensamento de que esse  é o caminho, nós já falamos sobre essa tendência do mercado aqui não é?

Pois é a sustentabilidade não é merchan de bandeira acadêmica, ela é real, ninguém procura um mal adquirido (poluição), mas um bem que possa ser compartilhado (natureza), razão pela qual nosso país é rico em verde, e grandes promessas ecológicas.

Selo Eco-Friendly: Produtos feitos com ingredientes orgânicos, não derivados do petróleo, adquiridos de forma sustentável e não testado em animais.
Enquanto na Europa e EUA parece estar claro quais critérios determinam o que é natural e o que é orgânico, no Brasil não há regulamentação sobre o tema. Ninguém sabe ao certo qual é a definição correta desses produtos, quais ingredientes eles podem ou não conter e como deve ser a rotulagem nos frascos. Por enquanto, o que há é a certificação, com os selos do IBD - Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento e da francesa ECOCERT, mas as duas instituições divergem sobre os critérios de classificação dos produtos.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse que "não regulamenta e não regulamentará o que, equivocadamente, alguns chamam de cosmético orgânico, porque a legislação sanitária brasileira não tem norma que  permita o uso dessa expressão para cosméticos, uma vez que o processo de produção industrial utiliza substâncias e matérias-primas não orgânicas.
Em outras palavras a ANVISA tirou o corpo fora e deu seu veredicto: "os produtos de que trata este Regulamento (de 1979) não poderão ter nome ou designação que induza a erro quanto à sua composição, finalidade, indicação, aplicação, modo de usar e procedência, qualquer produto encontrado no mercado que tenha em seus dizeres de rotulagem a expressão “cosmético orgânico” será contrário à atual legislação, e a empresa responsável pelo produto está sujeita a todas as medidas previstas na Legislação Sanitária".

        O IBD e a certificação
Para que a fórmula de um cosmético seja certificada como orgânica pelo IBD, a matéria-prima deve ser orgânica certificada. Anualmente, o produtor recebe uma inspeção da agência para verificar o cumprimento das normas de produção.
Cosmético orgânico: a formulação deve conter pelo menos 95% de matérias-primas certificadas orgânicas, descontando-se água e sal. Os 5% restantes da formulação podem ser compostos por água, matérias-primas naturais, provenientes de agricultura ou extrativismo não certificados ou permitidos para formulações orgânicas.
Cosmético produzido com ingredientes orgânicos: o cosmético deve ter pelo menos 70% de ativos orgânicos certificados orgânicos, descontando-se água e sal. O restante da formulação pode ser composto por matérias-primas naturais, provenientes de agricultura ou extrativismo não certificados, ou permitidas para formulações orgânicas.
Cosmético natural: deve conter pelo menos 5% de matérias-primas certificadas orgânicas ou FSC. Os 95% restantes da formulação podem ser compostos por matérias-primas naturais não certificadas ou permitidas para formulações naturais. Uma matéria-prima só será classificada como natural se for realmente 100% natural. A Água e sal não são considerados no cálculo.
Outros critérios necessários: preservar as qualidades originais das matérias-primas; causar o menor impacto possível ao ambiente, tanto na produção como no uso e descarte; atingir alta qualidade e ter rotulagem clara para os consumidores; não ser testado em animais; ser seguro para o ser humano; os produtos animais usados são somente os obtidos como subprodutos (mel e leite, por exemplo); a embalagem de um cosmético orgânico deve ser feita de material reciclável, econômico e sem produtos tóxicos.
Processos proibidos para obtenção de matéria-prima: etoxilação, sulfonação, fosfatação, propoxilação, polimerização.
Matérias-primas proibidas: corantes sintéticos, fragrâncias sintéticas, polietilenoglicóis (PEGs), quaternários de amônio, silicones, conservantes, dietanolamidas derivados de petróleo (petrolatum, óleo mineral, vaselina líquida e parafinas)
Segue no próximo post mais um pouco dessa história. 

Alternativas Orgânicas e Naturais e a polêmica dos sulfatos.

Beijos