A Fotoestabilidade e os Cabelos.


Oi gente! Tão boas?

Não faz muito tempo que aconteceu o Seminário de atualização cosmética (veja aqui) onde fora abordado vários fatores com relação a luz ambiente, solar, seus malefícios e a pele, considerando as formulações de novos produtos.

Também é sugerido pelo órgão regulamentador que as empresas de produtos capilares, realizem testes laboratoriais onde comprovem que os produtos sejam eficientes com relação a luz ambiente e a solar e não percam suas propriedades com fatores externos.

Embora não temos essas informações constantemente, saibam que é realizado testes laboratoriais tanto referente a embalagem e a proteção dos ativos, quanto aqueles produtos com proposta de proteção solar.

Nada chega no mercado e nas lojas de cosméticos sem especificações e testes realizados para comprovação das propostas nas rotulagens de cosméticos.

Segundo a ANVISA:

ESTUDO DE FOTOESTABILIDADE
1. FOTOESTABILIDADE
O teste tem como objetivo demonstrar que uma exposição à luz não resulta em alterações significantes no produto. São recomendados testes em:
a) Produto exposto
b) Produto em sua embalagem primária 

fotoestabilidade e os cabelos

Em matéria a Revista para profissionais V. Bedin mestre em tricologia explica melhor sobre o assunto:

As indústrias químicas devem realizar testes de fotoestabilidade para a comprovação dos estudos de estabilidade de seus produtos. A não apresentação de estudo de fotoestabilidade deve vir acompanhada de justificativa técnica, com evidência científica de que o(s) ativos(s) não sofre(m) degradação em presença de luz ou de que a embalagem primária não permite a passagem de luz.
Os testes de fotoestabilidade têm como objetivo expor o produto à fonte de luz apropriada e demonstrar que uma exposição à luz não resulta em alterações significativas no produto, no que concerne às suas atribuições de eficácia e de não produzir efeitos colaterais indesejáveis.

V. Bedin explica que em testes laboratoriais a fibra capilar é muito utilizada como parâmetro de comparação (tipo “antes ou depois”) porque as radiações ultravioleta interfere totalmente na sua constituição.

Em outras palavras os cabelos expostos ao sol ficam mais frágeis, mais duros e mais secos e apresentam capacidade de absorção de água reduzida. Por isso, esse tipo de teste é muito usado para a avaliação de eficácia de produtos que contenham filtro solar.

O envelhecimento do cabelo inclui várias mudanças químicas e físicas nas propriedades de fibras, que conduzem a um aumento da sua porosidade, à perda de resistência mecânica e a uma maior rugosidade de sua superfície.
Os pigmentos (melanina) do cabelo têm como função fornecer proteção fotoquímica às proteínas, especialmente às do córtex. A melanina realiza essa proteção, absorvendo e filtrando a radiação que a atinge e posteriormente dissipando essa energia como calor. No entanto, durante o processo para proteger as proteínas do cabelo da luz, os pigmentos são degradados ou branqueados. O cabelo escuro é mais resistente à fotodegradação que o cabelo claro, devido à maior fotoestabilidade de eumelanina (marrom ou preta) em comparação com a feomelanina (vermelha e amarela).

É evidente que a proteção exposta na rotulagem de produtos cosméticos faz juz ao seu comprometimento em ativos e antioxidantes, que aliás, existe sim alguns antioxidantes mais potentes que outros.

A química Camila falou aqui sobre antioxidantes:

Os testes realizados na fibra capilar são vários e avaliam as mudanças do cabelo (fator envelhecimento e químico), resistência, pigmentação, umidade, mudança de cor com fatores externos.

Fonte:
  • http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/recomenda/fotoestabilidade.pdf
  • http://www.cosmeticsonline.com.br/2011/noticias/detalhes-colunas/55/fotoestabilidade

Informação nunca é demais!
Beijos