Como saber se o produto deu alergia?

Foto: Reprodução

Oi gente! tão boas? Isso acontece muito, já aconteceu comigo e com algumas leitoras e diferente de um remédio, indicado pelo seu médico, com o produto cosmético nunca sabemos o que fazer, qual o primeiro passo a dar e quem procurar, ou até como saber se o produto deu alergia?

Aconteceu comigo!


Vou contar uma historia que aconteceu comigo, porque é assim mesmo, por experiência que muitas vezes conseguimos resolver nossos problemas.

Comprei uma vez um perfume da Natura de plantas, raízes, é aquele Priprioca sabe? Cheguei a comprar o kit em promoção, ou seja, com aquele mesmo cheiro ainda veio creme para o corpo e mais um vidro pequeno, não me lembro, sei que foram 3 produtos. No dia que comecei usar o produto tive uma enxaqueca forte, porém controlável ate porque não sabia a causa e nem achava que fosse algo com o perfume. No dia seguinte novamente uma forte dor de cabeça, enxaqueca mesmo, só que dessa vez eu já não aguentava de tao forte que estava, fui para o hospital com essa queixa, enxaqueca muito forte, fiquei uma hora tomando soro e minha enxaqueca não passou!!! Não sabia mais o que fazer, e do que era aquilo, porque aquela dor intensa não me deixava!!

Novamente, no terceiro dia, usei o perfume (quem consegue ficar longe de perfume novo!) lá estava eu no hospital novamente com uma dor que não aguentava... e todos esses dias eu tomei banho de perfume, sério, usava bastante e não imaginava que fosse ele o problema porque minha pele não ficou vermelha nem nada.

No quarto dia que a enxaqueca ainda estava fraca eu não consegui passar o perfume, estava tão chato aquela dor que nenhum cheiro mais me fazia bem, além das náuseas, qualquer cheiro aqui era insuportável!

Como saber se o produto deu alergia? Pra descobrir se era o perfume, o único produto diferente que estava usando, fiquei uns três dias sem usar o perfume e minha dor de cabeça foi embora, como mágica, e foi desse jeito que percebi que o problema era ele, mas pra ter certeza, voltei a usar, tinha que ter certeza, e mais uma vez, lá vem a enxaqueca que ainda durou mais dois dias!!

Liguei no SAC da Natura, munida de receitas para enxaqueca, daqueles dois últimos dias que passei no hospital e então informei o problema que estava tendo com o perfume, e imediatamente eles pediram que escolhesse outros produtos no mesmo valor que eles entregariam em casa.

Claro que foi a forma mais fácil de "acabarem" com aquele problema, mas nem todas alergias são iguais e nem sempre é só o cheiro o problema, então fica a dica para todas, da responsabilidade do fabricante com os cosméticos e o cheiro e componentes dos produtos.

A Responsabilidade pelo Fabricante:


De acordo com a ANVISA: É de inteira responsabilidade do fabricante, do importador ou do responsável pela colocação do produto no mercado, garantir sua segurança para os consumidores, nas condições normais ou razoavelmente previsíveis de uso. Considerando que a ausência de risco não existe e, dadas as dificuldades para estabelecer conceitos relativos a uma condição razoavelmente previsível de uso, o responsável por um produto cosmético deve empregar recursos técnicos e científicos suficientemente capazes de reduzir possíveis danos aos usuários.

Danos, diga-se possíveis irritações. Quando diz-se que ausência de risco não existe, é porque uma ou outra pessoa pode ter problema com algum componente da fórmula sendo este, parte do cheiro ou mesmo de ativo químico, então, o fabricante obriga-se a compor o produto de maneira que não traga danos, mas pessoas não são iguais em nada, nem mesmo DNA cada um tem o seu e por isso, pode vir a ocorrer reação alérgica com qualquer tipo de produto, de pele, de cabelo, perfume, etc.




Como avaliar o risco ?

Não pense que o fabricante coloca o produto a venda sem testes eficazes (vários deles) sobre vários tipos de reações alérgicas são realizados, porém ainda assim o problema pode acontecer, variável de pessoa a pessoa.

De acordo com a ANVISA: A maioria das informações necessárias na avaliação do risco potencial de um produto cosmético resulta do conhecimento dos ingredientes que compõem sua fórmula. São eles que podem, diretamente, ser os responsáveis por qualquer efeito local e sistêmico. 

Não tem como prever em quem acontecerá a reação ou sensibilidade ao produto, assim como a pessoa também não sabe da onde vem a reação alérgica inicialmente.


Teste de exclusão


A unica maneira que consegui perceber que o produto me causava mal era parar de usa-lo e ver novamente os sintomas quando voltasse a usa-lo. Mas não é pra todas que funciona, muitas vezes a reação alérgica não é imposta novamente ao uso do produto, caso daqueles em que tem queda de cabelos ou mesmo manchas avermelhadas no local de aplicação, muita coceira ou pinicação, e não tem outra forma de solucionar a não ser procurando um médico.

Quando a alergia for controlável com a pausa do produto


Ligue para o fabricante e informe todo o ocorrido na utilização, de fato empresas tem formas diferentes de tratar esses problemas, então certifique-se sobre o uso do produto e a reação alérgica. Lembre-se de todos os detalhes do uso do produto na sua rotina diária, peça esclarecimentos e se for o caso consulta médica ou a troca do produto, e descontinue o uso.

Quando a alergia for intensa e incontrolável


A primeira procura é o médico com toda certeza munida do produto. Não pense em "exigir seus direitos" com o fabricante enquanto sua pele não para de coçar, sua saúde em primeiro lugar! Então leve o produto que acha ser o causador da alergia, o médico verificará a possibilidade do produto causar esse tipo de reação após o uso e se precisará de medicamentos.

E mesmo que seja médico de "postinho" gente, são médicos! Seu primeiro passo com o médico deve ser o que acha que possa estar causando a alergia, então leve o produto. Depois de tratado a alergia e com receita ou laudo em mãos, deverá informar ao fabricante o problema em questão e muitos deles dispõem-se a pagar tratamentos e consultas que forem preciso para que o problema seja resolvido.

De qualquer maneira é seu direito de consumidor, previsto em lei, que mesmo os cosméticos tendo necessária vigilância sobre reações alérgicas, pode procurar seus direitos, e é dever da empresa auxilia-lo.

Fontehttp://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/92f15c004e219a73a96dbbc09d49251b/Guia_cosmeticos_grafica_final.pdf?MOD=AJPERES

Se verificar na fonte de estudo dessa matéria vai perceber que muitos testes alérgicos são feitos em animais, coelhos, hamster, mas a ANVISA acabou de aprovar uma norma para reduzir o uso de animais nesse tipo de teste.

30/07/2015 - ANVISA - Método alternativo ao uso de animais



A Anvisa aprovou nesta quinta-feira (30/7) uma norma que deve reduzir a necessidade do uso de animais em testes para pedidos de registro de medicamentos, cosméticos, produtos para saúde, produtos de limpeza, entre outros produtos. De acordo com a nova regra, os métodos alternativos ao uso de animais, já reconhecidos no país, pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), induzem as empresas a abandonar o uso de animais nos casos em que há alternativas de métodos para comprovação de segurança e eficácia dos seus produtos.
Na prática, uma empresa que precisar realizar um teste de irritação ocular, por exemplo, adotará métodos alternativos em vez do uso de animais, já que para o teste de irritação ocular existem alternativas validadas no Brasil.
No país, o órgão responsável pelo reconhecimento de métodos alternativos é o Concea. Atualmente já existem 17 métodos alternativos aprovados pelo órgão. Entre os testes alternativos estão procedimentos para avaliar irritação da pele, irritação ocular, toxicidade aguda e absorção cutânea, entre outros.
A medida da Anvisa garante que qualquer metodologia alternativa reconhecida pelo Concea será aceita pela Agência, mesmo que não estejam previstos em normas específicas ou que a norma de algum produto exija teste com animais.O prazo para que cada método seja obrigatório é de cinco anos a partir da homologação dos métodos pelo Concea, já que a norma da Anvisa reconhece os métodos aprovados por aquele órgão. Em setembro do ano passado o Concea publicou o reconhecimento do 17 métodos citados, ou seja, as empresas terão até setembro de 2019 para abolir totalmente os testes com animais que já foram reconhecidos.
Os métodos alternativos são aqueles que eliminam o uso de animais, reduzem a sua necessidade ou reduzem a necessidade de intervenção no animal.
A norma será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.
Os testes já validados pelo Concea estão divididos em sete grupos:
  • Para avaliação do potencial de irritação e corrosão da pele
  • Para avaliação do potencial de irritação e corrosão ocular
  • Para avaliação do potencial de Fototoxicidade
  • Para avaliação da absorção cutânea
  • Para avaliação do potencial de sensibilização cutânea
  • Para avaliação de toxicidade aguda
  • Para avaliação de genotoxicidade

Beijos